Caminho a teu lado mudo
Sentes-me, vês-me alheado…
Perguntas, sim ou não, não sei…
Tenho saudades de tudo…
Até, porque está passado,
Do próprio mal que passei.
Sim, hoje é um dia feliz.
Será, não sei, incerto
Num princípio não sei quê
Há um sentido que me diz
Que isto — o céu largo e aberto —
É só a sombra do que é…
E lembro em meia-amargura
Do passado, do distante,
E tudo me é solidão…
Que fui nessa noite escura?
Quem sou nesta morte instante?
Não perguntes… Tudo é vão.
— Fernando Pessoa (04.11.1928)
(Fonte: fernandopessoas, via where-ismycar)
A solidão em si é muito relativa. Uma pessoa que tem hábitos intelectuais ou artísticos, uma pessoa que gosta de música, uma pessoa que gosta de ler nunca está sozinha. Ela terá sempre uma companhia: a companhia imensa de todos os artistas, todos os escritores que ela ama, ao longo dos séculos.
— Carlos Drummond de Andrade. (via pos-amor)
(Fonte: c-a-n-a-r-i-o, via where-ismycar)
Ela nunca foi muito falante, mas adorava ser ouvida.
— Fernanda Soares (via dialetico-passarinho)
(Fonte: prowesses, via where-ismycar)









